quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Perdoar

Perdoar é sem dúvida um das mais belas atitudes humana. É uma das confundíveis faces do amor que se revela incondicionalmente em forma de luz, abrigo maior do desapego e da infinita bondade. Assemelha-se a uma brisa suave que sopra levemente a paz em nossa alma complacente, permeando o nosso coração de luz e inefável amor. Na verdade a indulgência cala os maus sentimentos e cessa os ímpetos das atitudes inferiores. È um gesto nobre inflado de bons sentimentos que nos aproxima de Deus, ato sublime e cura para provisória doença de nossa alma. Quem ama perdoa sempre, liberta-se do fardo do rancor, do estéril orgulho e da sofrida angústia, das dores que atingem impiedosa a nossa própria alma.
Não é possível entender o perdão distante do mais nobre sentimento que é o amor, a chama de luz que liberta o nosso coração de um mau juízo em relação ao próximo, que estende a mão em ato de sublime elevação.
Amor e perdão são sentimentos superiores e interligados. São partes integrantes de um coração generoso, que nada cobra e nada exige em troca. Quantas vezes erramos e gostaríamos de ser perdoados? No dia a dia nos desculpamos e as vezes cometemos alguns deslizes, ato impensado, irrefletido, distante do cunho da razão na impulsividade, no íntimo calor das flageladas emoções, magoando alguém, sem na verdade ser este o objetivo? Quando isso acontece, faz-se necessária a autocrítica, reconhecer o erro e desculpar-se. Afinal, a vida é uma importante escola que nos ensina diariamente. Na verdade errar faz parte da natureza humana. Divino é reconhecer, reconciliar-se, pedir perdão ao ofendido.
Diariamente a vida nos ensina a ser prudentes, cautelosos, tolerantes, a respeitar a forma de agir e pensar de cada um e assim aprendemos, distanciando-nos de nossas imperfeições.

(Adaptado-Céulem Guterres)

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