quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O Ego

A estrutura da personalidade segundo Freud revela uma série interminável de conflitos e acordos psíquicos. Os protagonistas destes conflitos e acordos são o instinto, proibições sociais e o modo de enfrentar situações. Freud tentou então ordenar este caos propondo três componentes básicos estruturais: o id, o ego e o superego.
Nesta oportunidade terei como foco o ego.
Os seres humanos dentre outras coisas, são fortemente influenciáveis pelos estímulos externos. Sua construção se dá por tudo o que ele vivencia num determinado ambiente que, dependendo da essência particular de cada um, irá edificá-lo. Além do ambiente, as pessoas as quais dele fazem parte, também irão contribuir para tal. Durante essa construção o homem faz escolhas, erra, acerta e dependendo de suas escolhas ficará definido se ele será corrompido ou não pelos acontecimentos e provas da vida. Mas o que é ser corrompido?
A particularidade evidenciará aquilo que é pervertido a cada um e a vulnerabilidade aos fatos pode ser momentânea ou constante, vai depender de quanto o seu ego é influenciável.
O ego é a parte do aparelho psíquico que está em contato com a realidade externa, ele garante a saúde, a segurança e sanidade da personalidade. O ego tem como seu comando o movimento voluntário e tem como tarefa a autopreservação.
O curioso são as formas que o ser humano acha para se autopreservar e se movimentar para a vida. Há aqueles que só conseguem sua autopreservação perante a fraqueza dos outros, pois para se sentirem seguros precisam de pessoas inseguras. Mas que egoísmo não é? Pois é estamos falando do EGO! Há outros que para sua autopreservação precisam manipular e nada pode sair do seu controle, se não sentem-se sem chão e ainda tem aqueles que querem tudo para si, pessoas, objetos... até mesmo aquelas pessoas e objetos que já não se enquadram mais em suas vidas. Tudo isso não passa de uma bengala para uma auto-afirmação, que se fazem presentes na ausência do autoconhecimento.
O ego se esforça pelo prazer e busca evitar o desprazer.
(1940, livro 7, PP. 18-19 na Ed. Brás.). O prazer é fruto do desejo que tão somente é provido pela matéria. Aqueles que buscam a evolução e o aprendizado espiritual tentam se desvincular ou tornar saudáveis essas particularidades do ser. Mas a humanidade não tem se preocupado com isso, estão distraídos e se deixam influenciar pelos autos e baixos do ego, ou seja, possuem um ego completamente influenciável e passivo de manipulção. Pode parecer óbvio, o ego não está em contato com a realidade externa? Logo, é claro que ele tem de ser influenciável...
Não!
Se você tem uma realidade interna bem definida e segura, jamais será levado pelas mesquinharias do ego, que torna o ser humano EGOcêntrico, individualista e malfeitor da vida. Isso os tornam seres corrompidos pelo próprio ego, onde qualquer coisinha fere o seu ego... fato este lastimável e digno de piedade.
Como é bom viver se preocupando com os outros, querendo cuidar do outro, não infringir as boas, santas e divinas leis universais de Deus ou pelo menos tentar emitir sempre e exclusivamente vibrações positivas, pensamentos positivos e sugestões positivas que no final serão benéficas para nós mesmos... viver tentando compreender as pessoas, seus erros e mágoas, tentando entender cada gesto, atitude no âmago das coisas... ter sensibilidade para sentir as pessoas e tirar delas só o que há de melhor e crescer com a vida. Está tudo aqui, tudo o que nós precisamos para sermos felizes. O mundo está aqui pronto para ser explorado (no bom sentido), descoberto, mas as pessoas se preocupam com suas vaidades, orgulhos, arrogâncias e prepotências, armadilhas do ego. Querem passar por cimas dos outros sem respeito e sem pudor. Onde iremos parar desse jeito? Não sei.

“Só sei que nada sei...”

(Céulem Guterres)
Inspirado em James Fadiman e Robert Frager em Teorias da Personalidade

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