A vida é repleta de caminhos transpassados em perguntas sem respostas, dúvidas que nos fazem parar e perceber que ninguém sabe ao certo para que estamos aqui, o que é correto a fazer. Não nos damos conta que a resposta não está onde insistimos buscar, mas sim na própria pergunta.É comum temer ser fraco mesmo aparentando ser forte e um dia percebemos que é justamente a fraqueza que revela nossa força no momento em que mais precisamos dela. A questão é que ninguém é forte demais a ponto de não sofrer e não se decepcionar, a ponto de não ter medos e fazer escolhas erradas, não sentir saudade ou não se lamentar por um momento, aponto de ignorar a realidade ou se tornar indiferente a ela e ninguém é forte o bastante para não sentir a necessidade de pedir perdão.É trivial a sensação de não viver intensamente, viver pela metade, amar pela metade, dedicar-se pela metade, escolher, confiar e acreditar pela metade. Por que é tão difícil viver intensamente e por inteiro? Talvez a resposta esteja novamente no medo. Medo de acreditar, idealizar, esperar demais e no final sofrer, justamente por pensarmos que as coisas podem ser como queremos e esquecemos que a realidade é bem mais fria do que parece. Então o que fazer com nossos sonhos? Congelá-los e nos apegarmos as hipóteses? Cruzar os braços e aceitar viver numa realidade permanente? Ou se preparar para cair inúmeras vezes, mas se levantar sempre? A pergunta na verdade não é o que fazer, mas sim como fazer.É necessário saber que o tempo é relativo e que sábias pessoas podem fazer valer apenas coisas que, outras pessoas, não conseguiram fazer durante a vida inteira. Tempo algo que não volta atrás, assim como palavras uma vez pronunciadas e atitudes que, de súbito, não foram pensadas. Portanto é preciso ser cauteloso, pois magoar é fácil, mas engolir a mágoa é difícil.Tantas pessoas entram em nossas vidas... algumas entram despercebidas, edificam seu castelo em nossa fortaleza e, quando menos esperamos, saem de nossas vidas, sem ao menos se despedir. Levam consigo nossas forças, nossos sonhos e deixam apenas destroços que restaram. Levamos tempo para nos erguer novamente e, dessa vez, o muro que construímos para nos proteger é ainda maior e mais reforçado. Porém não é o bastante, a qualquer momento podemos cair na mesma emboscada. Assim nos damos conta que ser forte não é tudo, que não dá pra ter sempre razão, pois as escolhas erradas nos derrubam no chão. Que saber é relativo. Que o medo é nosso maior inimigo. Que nem sempre as palavras são passageiras e a ilusão desfoca o que poderia ter sido uma vida inteira. Que as vezes é mais fácil se calar e viver de lembranças que nunca irão voltar. Que pintar a vida em um quadro perfeito seria julgar o ser humano pelo seu maio defeito. Que nem sempre as coisas fazem sentido, mas a importância dada a cada uma delas é que interliga os pontos distorcidos. Que a inseguranças nos planta a semente de um “talvez” e a dúvida nos faz começar tudo outra vez. Que a felicidade que adiamos podia estar na oportunidade que perdemos. Oportunidades que mesmo perdidas por nós foram aproveitadas por outro alguém. Alguém convicto e persistente para buscar o que realmente queria, enquanto nós vivíamos da dúvida.Por isso viver é arriscar, confiar, sonhar, amar... e o amor? O que na verdade é o amor? Talvez seja relativo, assim como tudo na vida. Cada pessoa ama de um jeito e o constrói de maneiras diferentes. Então como julgar algo tão abstrato, suscetível e diverso dentro da alma de cada um? Há vários tipos de amor e para cada um deles, grandes atitudes, acompanhadas por momentos únicos, aprendizados essenciais, amigos insubstituíveis, pessoas incomparáveis, até que um dia você descobre o amor do tipo AMOR.
Autor desconhecido
Nenhum comentário:
Postar um comentário