sábado, 4 de abril de 2009

A Matrícula

Aurora era professora do município onde ministrava aulas na parte da manhã para crianças e à noite para adultos. A moça vivia a base de remédios para pressão alta, ansiolíticos, antidepressivos, fazia tratamento psicológico, praticava yoga, mas nada tirava os tremores e crises de choro e da depressão. Aurora vivia triste e estressada. Cetro dia ela conseguiu perceber que tinha uma frustração imensa porque não sabia lidar com crianças, as quais ele tinha de ensinar. Já tinha tentado todas as pedagogias de ensino e nada funcionava. Ela chegou a tirar licença, se afastou por um tempo mais continuava frustrada. Foi quando ela percebeu que não tinha o dom para ensinar crianças e pensou em pedir demissão. Sua mãe, seu namorado e seus amigos a chamaram de louca, porque ela tinha uma matrícula pública, um emprego seguro, estável, o que é muito difícil de conseguir nos dias atuais e então muito a criticaram. Mas ninguém sabia do íntimo de Aurora e não sabiam que aquilo ia levá-la para o buraco. Foi quando um dia ela criou coragem e saiu do emprego e largou aquela matrícula que embora parecesse uma coisa boa, segura, era só uma ilusão que a fazia muito mal. Foi sua libertação! Aurora continuou ministrando aulas para adultos e seguiu sua vida, muito mais feliz.
Muitas pessoas têm uma matrícula desta em sua vida e não conseguem se livrar. As vezes falta coragem, falta o momento, enfim... o importante é que você perceba se há uma “matrícula” desta que te impede de ser feliz e te faz sofrer. Essa matrícula pode ser uma rua errada que você entrou, onde sofreu e se desiludiu, mas há sempre uma rua certa esperando por você.
O que você precisa fazer é ficar atento e não se deixar ludibriar por falsas palavras, não dê tanto valor as palavras, pois elas podem ser ditas por dizer e enganar você. Acredite no sentimento, no coração, na sua intuição e na percepção, pois estes são permanentes enquanto as palavras mudam de um dia para o outro.
(Adaptado da reflexão da aula de yoga mestre Betuel)

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